https://encurta.net/ref/113843094970048444454 Starship, foguetão de Musk, faz manobra inédita e termina segundo voo completo com sucesso

Starship, foguetão de Musk, faz manobra inédita e termina segundo voo completo com sucesso


Lançador Super Heavy e a nave principal conseguem repetir sucesso em viagem fora do planeta e dão passo importante para a reutilização de equipamentos espaciais.

Starship, maior foguete já construído pela SpaceX de Elon Musk, fez seu quinto voo teste neste domingo, 13, saindo da base de lançamento da empresa no Texas, EUA. O maior foguete da história, que pesa 5 mil toneladas, decolou de Boca Chica, no Texas, às 9h25 do horário de Brasília e teve sucesso em sua primeira tentativa de recuperação do Heavy Booster, propulsor do foguete, que retornou para a base de lançamento.

O  voo é parte dos esforços de Musk para produzir um foguete com capacidade de chegar à Lua e não foi tripulado.

Depois de ter realizado seu primeiro voo completo - com entrada e saída de órbita e recuperação do booster do foguete - a SpaceX faz, agora, seu primeiro teste com o Heavy Booster retornando à Starbase. Nas tentativas anteriores, o motor conseguiu retornar à Terra, mas foi direcionado para uma plataforma no mar, no Golfo do México.

No voo, o propulsor se separou do Starship às 9h27, com pouco menos de 3 minutos de voo. O Heavy Booster foi recapturado às 9h32, cerca de 7 minutos após o lançamento, pela própria torre de lançamento, com duas estruturas que simulam uma espécie de braço para segurar o propulsor, chamada Mechazilla. O Starship fez seu pouso no Oceano Índico às 10h30, 1 hora e 5 minutos após deixar a base de lançamento no Texas.

O novo objetivo é importante dentro das ambições da SpaceX. Para o Starship, é fundamental que o Heavy Booster possa ser reutilizado e a ideia original é que ele possa retornar para o mesmo ponto em que partiu - no caso deste voo, para a base de lançamento da empresa em Boca Chica, no Texas.

O novo objetivo é importante dentro das ambições da SpaceX. Para o Starship, é fundamental que o Heavy Booster possa ser reutilizado e a ideia original é que ele possa retornar para o mesmo ponto em que partiu - no caso deste voo, para a base de lançamento da empresa em Boca Chica, no Texas.

“Foram feitas amplas atualizações antes desse teste de voo no hardware e no software do Super Heavy, da Starship e da infraestrutura de lançamento e da torre de captura na Starbase”, afirmou a SpaceX pelo site da empresa.

A empresa também afirmou que, caso o booster tivesse sinais de erro ou falha, um comando seria acionado para enviar o estágio para um pouco no Golfo do México ao invés de ser direcionado para a Starbase.

O objetivo de Musk é utilizar o foguete para, em 2025, levar a tripulação da agência espacial americana (a Nasa) à Lua. A longo prazo, no entanto, o plano do bilionário é utilizar a nave para transportar carga e pessoas para Marte.


Quinto teste do Starship acontece neste domingo, 13

Voos anteriores

Em seu primeiro teste, o foguete decolou em abril do ano passado, mas explodiu quatro minutos depois do lançamento, a 39 quilômetros de altitude, por vazamento do propelente na parte traseira do propulsor Super Heavy, o que eventualmente cortou a conexão com o computador de voo principal do veículo. Segundo a Space X, isso levou a uma perda de comunicações com a maioria dos motores do propulsor e, finalmente, do controle do veículo.

À época, a explosão trouxe danos à região texana, fazendo “chover sujeira” em uma cidade próxima à decolagem  a 10 km do lançamento. O incidente chegou também a provocar um incêndio florestal, gerando uma investigação ambiental nos EUA.

Para voar novamente, a Space X teve de cumprir com 63 exigências feitas pela administração federal de aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) após a explosão. As mudanças incluíam uma relacionada ao processo de separação das naves, no qual o segundo estágio, a própria nave Starship, liga seus motores durante o mesmo processo de separação, e não depois, visando a obter mais potência.

Se tudo ocorresse como o planejado, o voo do Starship duraria 90 minutos, atingindo a órbita da Terra e dando uma volta quase completa ao redor do planeta.

Já na segunda tentativa, em novembro de 2023, os 33 motores do Super Heavy, o primeiro estágio, funcionaram com sucesso, ao contrário do primeiro voo. Às 10h05, o foguete ultrapassou 39 km de altitude, ponto no qual h anteriormente. Às 10h06, o primeiro estágio se separou com sucesso, mas explodiu na sequência - ele deveria voltar e pousar na Terra.

O segundo estágio prosseguiu viagem, mas perdeu sinal com cerca de 9 minutos, após o desligamento dos seus motores, algo programado para a realização do voo em órbita. Engenheiros da companhia comemoraram, porém, o voo do propulsor, que alçou a nave Starship a até 90 km de altitude. O teste também tornou o Starshipo maior foguete da história a entrar em órbita.

O lançador Super Heavy voltou à Terra, mas precisou ser detonado a poucos quilômetros do chão. Já a nave principal atingiu 234 km, entrando em órbita e realizando a trajetória programada para descer até o Oceano Índico. A transmissão perdeu sinal a cerca de 72 km da Terra e alguns minutos depois a companhia confirmou que perdeu o foguete.

A quarta tentativa foi a primeira com 100% de sucesso em todas as etapas de voo, desde o trajeto até a recuperação do booster e o pouso da nave. A decolagem foi realizada apesar de um dos 33 motores do lançador ter falhado na subida. As temperaturas não passaram dos limites fatais e a descida, auxiliada pela atmosfera (o que desacelera o foguete), foi estável. Com isso, o Starship é o maior foguete da história a realizar integralmente um voo fora do planeta.

Conheça o foguete Starship

O Starship é o foguete reutilizável mais potente desenvolvido pela Space X. O objetivo é levar a Humanidade à Lua e, depois, à Marte, cuja viagem deve durar US$ 10 milhões e US$ 60 milhões. A companhia diz que o foguete pode ser utilizado para transporte de até 150 toneladas de carga na Terra, com viagens de até uma hora e meia para qualquer parte do mundo.

9 m

Starship

É a espaçonave utilizada no segundo estágio do voo, ap



“A Starship poderá transportar até 100 pessoas em voos interplanetários de longa duração”, diz em seu site a Space X sobre a espaçonave. “A Starship também ajudará a possibilitar a entrega de satélites, o desenvolvimento de uma base lunar e um transporte ponto a ponto aqui na Terra.”

O Starship é apelidado de “foguetão” porque é muito maior que o antecessor da Space X, o Falcon 9, de 70 metros. O irmão mais recente, no caso, mede 120 metros de altura, tem 9 metros de diâmetro e pesa 1,3 mil toneladas.



A espaçonave traz o propulsor Super Heavy (de 69 metros de altura), responsável por levar o Starship até a órbita da Terra em cerca de 170 segundos. O lançador traz 33 motores Raptor, com empuxo de 72 meganewtons (o dobro do motor da Falcon 9, o Merlin). Assim como a nave principal, o lançador pode ser reutilizado para novos voos.

Já a nave Starship tem altura de 50 metros, é equipada com três motores Raptor e mais três motores Raptor Vacuum, modelo com escape maior para maximizar a eficiência no espaço. O veículo traz também um tanque de metano líquido e outro tanque de oxigênio líquido para combustão.

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